sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Como as empresas lidam com o medo da mudança


Uma pesquisa global verificou que a maioria das pessoas dizem que as mudanças estão acontecendo rápido demais. As empresas que lidam com valores eternos, como a simplicidade, podem ajudar os clientes a lidar com a mudança.

No ano passado, a maior empresa de relações públicas do mundo, Edelman, adicionou uma nova pergunta à sua pesquisa anual sobre a confiança nas instituições. A pessoas ao redor do globo foi perguntado se eles acreditam qua as mudanças e inovações estão acontecendo muito rapidamente.

Para grande surpresa da empresa Edelman, mais da metade dos entrevistados disse que sim. A capacidade das pessoas para lidar com documentos, dados, máquinas e gadgets muito mais complexos do que o habitual pode estar atingindo um novo limiar de resistência.

"A inovação deveria ser um acelerador de confiança, mas hoje não o é", disse
o diretor executivo da empresa, Richard Edelman, baseado na pesquisa. "Inventar não é mais suficiente. Deve haver um novo pacto entre a empresa e o indivíduo".

Essa simples descoberta requer maior empatia, clareza e simplicidade de todas as instituições de forma tal que
o ritmo acelerado das mudanças em produtos e serviços seja acompanhado pelos clientes. Um sinal desta mudança: a indústria de tecnologia, que era considerada um ícone de confiança, em comparação com outras indústrias ou com os governos, viu um declínio na confiança pela primeira vez no ano passado, na maioria dos países.

"As mudanças tecnológicas estão acontecendo em uma escala que era inimaginável antes e causará a interrupção na indústria", escreve  Vivek Wadhwa,
o blogueiro que escreve sobre inovação para o Washington Post e um pesquisador da Universidade de Stanford.

Um grupo criado para promover novas tecnologias,
Information Technology and Innovation Foundation, está preocupado com essa tendência: "Enquanto muitas pessoas acreditam que sustentam o progresso, quando vem até ele, muitos indivíduos são ambíguos, se não francamente negativos, sobre seus pontos de vista em direção do progresso," afirma em seu site. Para medir a simpatia do povo em direção à inovação, é oferecido um teste em www.doyoulikeprogress. org.

Outra pesquisa global, feita pela empresa de consultoria americana siegel+gale, mostra o que os consumidores exigem agora em termos de avanços tecnológicos: 70 por cento das pessoas são mais propensas a recomendar um produto ou serviço se ele fornece uma experiência simples e fácil comunicação. Mais de um terço estão dispostos a pagar mais por essa experiência.

A empresa classifica as organizações segundo um "índice de simplicidade," com base no feedback do consumidor. As principais marcas globais em simplicidade incluem Aldi, Google, Lidl, McDonalds, Netflix, IKEA e Amazon. Essas empresas tentam remover o medo e a incerteza em seus serviços e produtos, certificando-se de que seus produtos sejam transparentes e organizados, economizando tempo e capacitando os consumidores.

"Deixe que seus interesses sejam dois ou três e não cem ou mil," escreveu Henry David Thoreau em seu livro "Walden", que exaltava o mérito da simplicidade. Instituições, também, estão sendo forçadas a aprender o que muitos indivíduos têm procurado por muito tempo em uma época de constante mudança. Assim, os valores eternos, como importar-se com os outros – incluindo clientes – não mudaram. Não há nenhum aplicativo para eles, disponível no mercado.

domingo, 25 de janeiro de 2015

6 maneiras de se autopromover no trabalho, sem ser desagradável


Há uma maneira de falar sobre o grande trabalho que você faz, sem soar como você está se gabando.
Em 2015 você decidiu que se apresentar melhor e mais intensamente é a estratégia que você vai usar para atingir seus grandes objetivos na vida.
E você já está bem preparado para seguir em seu caminho.
Até agora, você já revisou seu perfil para atrair mais atenção e se inscreveu para se sentar na primeira fileira de um curso para desenvolver motivação extra para se colocar em degraus superiores.
Agora é hora de mapear como a estratégia do "Prestem atenção em mim!" pode catapultar sua carreira de sucesso, e não apenas irritar seus colegas de trabalho.
Se você está caminhando para uma mudança de emprego, promoção, ou apenas um tapinha nas costas de seu chefe, aprenda que promover-se no trabalho pode lhe dar a vantagem que você precisa.
Basta perguntar a Lauren Bowling, um estrategista de conteúdo em Atlanta. Em 2012, a jovem de 27 anos de idade estava se inscrevendo para um emprego de assistente administrativo, mas, inadvertidamente, ganhou uma tarefa para a qual ela estava mais apaixonada porque falava com tanto entusiasmo sobre seus interesses gerais, sobre blogs e sobre mídias sociais.
O gerente de contratação ficou impressionado com o fato de que Bowling tinha mais de 1.000 seguidores no Twitter, mais do que a empresa tinha e que ela frequentou vários webinars para saber mais sobre a forma de comercializar a si mesma.
"Eu não consegui o cargo de assistente administrativo, mas três semanas depois, eles me chamaram e disseram que estavam procurando alguém para desenvolver a mídia social da empresa", diz ela. "Eles pensaram que eu seria uma boa pessoa para tal tarefa."
Qual foi a lição aprendida? "Se eu não me promover, ninguém mais o fará", diz Bowling. "Eu sou o especialista em mim e em minha história."
Para dominar a arte de apresentar seus próprios interesses como Bowling fez, basta confira essas seis técnicas voltadas para ajudá-lo a construir uma marca pessoal que projete confiança, não demonstre arrogância e fará o outro prestar atenção.

Técnica # 1: manter o controle sobre as conquistas

Antes que você fale sobre as suas realizações, você tem que identificar o que eles são e o que precisam.
Pense de novo: quando foi a última vez que você atualizou seu currículo? Se já faz um tempo, as chances são de que há prêmios que você ganhou, palestras que você apresentou com sucesso, e projetos de sucesso que você desenvolveu.
Portanto, mantenha uma lista atualizada, seja em um documento do Word ou do app Notes em seu telefone, e atualize-a semanal, mensal ou trimestralmente. Certifique-se de incluir situações que impressionam, fatos quantificáveis, como economizar o dinheiro da empresa, trazendo para dentro da empresa um projeto que era terceirizado, ou aumentando as vendas em 10% no último trimestre.
Dessa forma, quando você estiver pronto para começar sua autopromoção - antes que seja tarde! - você vai saber exatamente o que destacar, diz Leonard Lang , Ph.D., um coach de carreira na Beard Avenue Coaching em Minneapolis, e o autor do Guide to Lifework .
Isso pode ser especialmente útil quando você estiver se preparando para uma avaliação de desempenho, diz Lang, já que é um momento em que você sabe que suas contribuições serão avaliadas. Além disso, é uma oportunidade de se posicionar para a promoção ou aumento que você tanto espera.

Técnica # 2: flexione seus músculos na técnica de contar histórias (storytelling)

É claro, apenas a leitura dessa lista não é a forma mais viável para chamar a atenção para as suas realizações - razão pela qual Lang recomenda refinar suas habilidades de contador de histórias.
Se o seu chefe ou colega de trabalho lhe coloca uma pergunta geral "Como está avançando o grande projeto?" Em vez de deixar escapar um fato - "Incrivelmente bem, pois eu estou sozinho, e conseguindo aumentar a receita do departamento!" - Aproveite a oportunidade para enquadrar o seu sucesso na forma de uma narrativa, com começo, meio e fim.
Adicionar alguns momentos de drama, como problemas que você teve de superar ao longo do caminho, para manter o interlocutor atento e interessado.
Ao fazer isso, você está retransmitindo uma história triunfante que as pessoas irão se lembrar - e possivelmente até mesmo contar para outras pessoas. A melhor parte: você é o protagonista heróico.
Só não deixe chegar à sua cabeça, o uso excessivo da palavra "eu". Utilize, vez por outra, o termo "nós" e os nomes de outros colaboradores-chave, para não soar como um fanfarrão.

Técnica # 3: dar uma mãozinha

Pode parecer contra-intuitivo, mas a regra de Ouro é tratar os outros como você gostaria de ser tratado, para estar surpreendentemente bem quando se trata de ficar à frente no trabalho.
Ajudar alguém poderia ser tão simples como quando o seu colega de trabalho está em uma encruzilhada em um projeto importante, ou quando você se oferece para fazer uma ligação estratégica para alguém que você acabou de conhecer em um evento de networking, visando a resolução de um problema.
Quando você externa sua maneira de ser generoso, diz Lang, isso constrói a sua reputação como uma espécie de profissional engenhoso e que colabora com as pessoas.
"Além disso, aquela pessoa que você ajudou inevitavelmente tentará ajudá-lo em troca", diz Lang.

Técnica # 4: destaque sua presença nas mídias sociais

Agora que você tem as habilidades para impressionar uma plateia ao vivo com histórias de seu sucesso, é importante manter também atualizados seus seguidores on-line.
Um bom lugar para começar é o seu perfil do LinkedIn. "Adicionar exemplos de projetos que você fez, PowerPoints ou gráficos e imagens que mostram o trabalho que você terminou - qualquer coisa para fazê-lo sobressair", diz Donna Schilder, coach para executivos e carreiras, baseada em Long Beach, Califórnia.
Não só isto vai reforçar seu perfil de modo a merecer a atenção de recrutadores e outros influenciadores em sua indústria, mas também é provável que chame a atenção de seu chefe, se você estiver conectado no LinkedIn.
Como um passo extra, poste atualizações de status regulares que façam alusão ao que você está fazendo bem no trabalho, como um link para o trabalho acadêmico que publicou, ou uma foto de uma conferência recente da qual você participou. E é especialmente vantajoso oferecer uma dica de vez em quando, assim que suas conexões possam tirar algum valor a partir de seus posts.
Quando um dos clientes de Schilder estava lendo um livro de liderança recomendado por seu chefe, ela postou alguns tópicos de sabedoria que ela ganhou com isso. Este movimento mostrou a seu chefe que ela prestou atenção ao pedido, diz Schilder, e desenvolveu sua credibilidade como líder florescente dentro da empresa.

Técnica # 5: fortalecer as relações funcionais cruzadas

Se a atividade de seu trabalho inclui a colaboração com os funcionários de outros departamentos, é fundamental nutrir essas relações - isto vai te dar um vislumbre de sua empresa a partir de uma perspectiva diferente, além de torná-lo um funcionário mais experiente.
Então configure verificações regulares olho no olho com os seus parceiros de relações funcionais cruzadas para se certificar que os projetos que você está trabalhando estão funcionando sem problemas, bem como desenvolva brainstorms para estabelecer  maneiras de trabalhar juntos e de forma mais eficaz no futuro.
"Apresente um conjunto de perguntas inteligentes, ouça o que a pessoa diz, e, em seguida, pergunte: "Quais são os seus desafios? ", Diz Schilder.
Quando estiver equipado com esta informação, você pode, então, seguir em uma discussão sobre como você pode corrigir quaisquer problemas que tenham surgido desde a sua última reunião.
Afinal, quanto mais valor você puder oferecer para as pessoas em diferentes departamentos, mais valioso você será para a empresa como um todo. E isso é exatamente o tipo de marca pessoal que pode ajudá-lo a chegar ao próximo nível.

Técnica # 6: celebre!

Você quebrou um recorde de vendas? Contratou o empregado do ano? Melhorou um processo de negócio que está levando a uma maior eficiência no escritório?
Sempre que você quiser chamar a atenção para algo grande que você fez, tanto Schilder como Lang recomendam pedir ao seu gerente se você pode indicar os colaboradores que o ajudaram a atingir os objetivos, reconhecendo todos que o ajudaram.
Talvez seja comum jantar de grupo para a equipe de pessoas que ajudaram a desenvolver uma campanha publicitária bem sucedida, ou com a oferta de um lanche na sala de conferência para as pessoas que o ajudaram a aumentar a satisfação dos clientes em uma atualização de um produto específico.
Independentemente disso, este movimento pode dar aos seus colegas um impulso moral, valorize-os para ajudar a promover os seus sucessos, e torná-los mais propensos a retribuir o favor.
Lembre-se: o que você está fazendo para sua empresa não é tão importante quanto o que os outros percebem que você está fazendo, por isso, seja proativo na divulgação de boas notícias através celebrações.

Referência:  Fast Company

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Uma grande lição do fundador do Wal-Mart



Sam Walton - fundador do Wal-Mart
"Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido. Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares. Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal. Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado. Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranquilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera. Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam ideias entre si ou, simplesmente, abaixam a cabeça e fingem não me ver. Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas. Engana-se. Sabe quem eu sou? Eu sou o cliente que nunca mais volta!”, são algumas das palavras de Mr. Sam.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

3 sinais de que você está se tornando um líder extraordinário


Grandes líderes desenvolvem grandes equipes, resolvem problemas difíceis, quebram as regras e ainda se divertem.
Imagem: Sociedade Brasileira de Coaching
Como Bill Campbell, um treinador de futebol da Universidade de Columbia, se tornou um dos mais bem sucedidos executivos de tecnologia no vale do silício, inclusive sendo o CEO da Intuit e conselheiro da Apple? Como Scott Cook, o fundador da Intuit, conseguiu ficar profundamente envolvido com os negócios do eBay e da Procter Gamble e supervisionando Intuit?
Eles são líderes extraordinários. É necessário, em primeiro lugar, saber como eles escolheram liderar. Primeiro e acima de tudo, eles construíram grandes equipes com características de uma liderança forte. Conseguindo isso em suas organizações, não precisavam botar a mão na massa com detalhes operacionais do dia a dia. Em vez disso, eles libertaram seu tempo para assumir novos desafios e resolver problemas grandes. Quanto melhor líder você seja, mais você pode realizar.
Se você se preocupa com seu negócio e carreira, você está sempre trabalhando no desenvolvimento de suas habilidades de liderança. Depois de assistir bem sucedidos executivos do vale do silício nos últimos 20 anos, podemos identificar três traços de líderes que fazem a diferença entre a mediocridade e a grandeza.
1. Grandes líderes enfrentam problemas difíceis
Tanto Cook, como Campbell, enfrentaram problemas difíceis que os outros não estavam dispostos a enfrentar. Enfrentar um problema difícil significa que você precisa crescer. Está tudo sobre você. Muitos empresários dirigem empresas pois se dispuseram a tomar decisões difíceis.
Quando se dirige uma empresa pela primeira vez, como um CEO, começamos falhando ao enfrentar os desafios e as oportunidades, porque nos sentimos inseguros. Em retrospectiva, Cook e Campbell nunca deixaram que a insegurança os impedisse de abordar o problema que surgia. Podemos aprender sozinho, deixando as operações diárias da empresa e exercendo a direção da mesma. É mais fácil ver os desafios e as oportunidades, quando você não está no meio deles.
Grandes CEOs são líderes dispostos a tomar decisões difíceis rapidamente. Às vezes eles também possuem visão futurista ou têm a capacidade de ver coisas que outros ignoram, mas eles sempre estão dispostos a tomar as decisões difíceis. Cook era famoso por trazer técnicas de "ouvir clientes" que ele aprendeu na Procter Gamble e aplicá-las à tecnologia. Esta perspectiva única sobre os clientes habilitou Cook a começar a Intuit, com um profundo conhecimento dos clientes e dos problemas que tinham ao gerir as finanças. Foi o que o impulsionou e é um princípio básico que o ajudou a agir rapidamente para interromper projetos ou separar grupos, na Intuit, que não estavam apresentando resultados ou não se encaixavam na estratégia global da organização.
2. Grandes líderes encontram o momento certo  de enfrentar os grandes desafios
Para ser um empresário bem sucedido, você precisa trabalhar longas horas. Um empresário bem sucedido deve trabalhar duro e não inventar desculpas sobre falta de tempo. Na verdade, os funcionários às vezes comentam que não querem incomodar o empresário. Deve ser alertado a eles que não precisam ficar preocupados, já que atender os colaboradores é tarefa inerente ao empresário. O empresário precisa ser o primeiro a saber sobre os problemas ocorrendo na organização.
Na jornada dos empresários ocorre um dia em que trabalhar mais, não é o suficiente. Há tanta coisa ao redor, que o tempo se torna escasso. Surpreendentemente, as grandes mudanças ocorrem quando o empresário descobre uma maneira de liberar seu tempo.
Não está sendo sugerido que você, como empreendedor, tire o pé do acelerador agora. Bill Campbell, por exemplo, não poderia trabalhar 100 horas por semana em todas os organizações com as quais estava envolvido: a Intuit, o conselho diretor da Columbia, a 
National Football Foundation e do National Football Hall of Fame. Não existiam tantas horas em uma semana.
Uma das grandes forças de Campbell foi desenvolvida durante seu período como treinador principal da equipe de futebol da Universidade de Columbia. Como treinador, ele não poderia estar dentro de campo. Ele precisava gerenciar os jogadores e definir a estratégia e a direção a seguir durante o correr de cada jogo. Ele aprendeu que um grande líder precisa deixar a equipe executar as jogadas brilhantes por conta própria. Por ter sido um treinador, em vez de apenas um gerente, Campbell foi capaz de desenvolver sua liderança em um conjunto de organizações, em vez de ser totalmente consumido por uma delas.
3. Grandes líderes não têm medo de quebrar regras
A sabedoria comum diz que, se algo não está quebrado, não conserte. Esta sabedoria não é mais correta. Nada impede que um líder quebre regras. Este é o seu grande risco. Se a nova estrutura ou o produto não é a melhor, você acabou de se ver diante de um penhasco.
Quando você quebrar alguma regra, você não pode ter medo. Mas você também tem que respeitar o risco.  Quando o líder se defronta com um problema de bom tamanho, dentro da empresa, ele tem a responsabilidade de resolvê-lo.
Podemos citar um exemplo verificado em uma organização na qual o líder tinha a responsabilidade pelas atualizações do rol de pagamento de impostos para empresas clientes e que essas atualizações fossem enviadas para os clientes em CDs, gratuitamente. O líder vislumbrou aí uma boa oportunidade para um novo negócio em sua organização, qual fosse, transformar isso em um serviço de assinatura. Apesar das oposições internas, pois poderia era imaginado que os clientes abandonariam os serviços prestados pela empresa, a proposta foi implementada e foi constatado pelos clientes que as novas atualizações nas tabelas de impostos se tornaram valiosas para eles. Hoje o novo negócio representa para a empresa algo como 15 vezes a situação anterior à quebra da regra.
Partindo de um modelo de negócio ou de uma estrutura de grupo de trabalho ou eliminando um produto, você provoca uma mudança rápida. As coisas podem explodir. Ou, a explosão pode alimentar um foguete que leva sua equipe em uma direção totalmente diferente. No vale do silício, é sempre falado sobre o pivô, uma mudança radical em uma empresa. Isso pode ser conseguido desde a eliminação de todos os produtos e apostando que tudo que você tem pela frente é a construção de uma cultura de novos produtos, ou a troca de toda a sua equipe. É como saltar de uma ponte com uma corda elástica e com os olhos bem abertos. Você sente o terror, a emoção e a liberdade e é forçado a se confrontar com uma mudança drástica na sua perspectiva. É difícil descrever as emoções. As pessoas que participam em saltos de bungee dirão apenas que é seu divertimento e que eles adoram. Se você adota estratégias de mudança de produtos, mudanças na estrutura das equipes ou do negócio, modelados pelas razões certas, você está crescendo como um líder.
Scott Cook e Bill Campbell são líderes eficazes, não só por causa de suas extraordinárias visões e capacidades. Eles também desenvolvem o trabalho de mudança de equipes e estratégias de produto. Encontraram uma maneira de continuar se divertindo todos os dias. Sentem-se apaixonados pelo que fazem.  Agora, isso é liderança.

Referência: Inc.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Adicione isto a sua agenda: tempo com a família e com os amigos


Se perguntarem, "Como estás hoje?" Já se pode ter uma boa ideia do que vais responder. "Ocupado."
 

Estamos todos ocupados. Chegou o ponto que muitos de nós usam as próprias ocupações como um distintivo de honra. E qual melhor maneira de medir a nossa ocupação do que com números e listas?

As crianças aprenderam uma nova habilidade que poderão colocar em um currículo? Confira. Fizemos algo para todos os "must-see" exibidos no museu? Confira. Quanto menos, ou quanto mais, nos importamos com nossas férias do que com as férias de nossos vizinhos? Confira.

Em nossas vidas profissionais, métricas de eficiência e de eficácia fazem todo sentido. Um amigo pode ser especializado em ajudar empresas angustiadas e diz acreditar em sua capacidade de transformar as condutas das empresas, em grande parte, fazendo uma pergunta particular no primeiro dia: o que nós podemos medir todos os dias para nos ajudar a ser uma empresa vencedora? Ele solicita um relatório diário (e depois semanal) sobre as métricas que foram identificadas para a empresa e então ele pode sempre responder a pergunta: "Estamos vencendo?”

Mas o problema é o seguinte: muitas vezes também chegamos ao sucesso em nossa atividade, sem levar em conta parâmetros de medição. A busca pelo lazer não deveria considerar a eficiência; e sim os bens intangíveis. Nós podemos fazer tantas listas quantas quisermos e medirmos tantas coisas quanto gostarmos. Mas as pessoas não são rótulos, ou marcas, ou produtos, pois muito do nosso tempo de lazer é vivido com as pessoas que nos interessam

É por isso que perguntamos a cada momento sobre coisas tais como se meus filhos querem passar algum tempo comigo. Sim, eles são adolescentes e prefeririam estar com amigos, mas é de se esperar que nós ainda tenhamos interesses em comum. Investimos bastante do nosso tempo de lazer para saber o que importa para eles? Ou quando passamos tempo junto com a família, nos deixamos ficar distraídos usando nossos smartphones? Podemos supor que seria possível medir os minutos em que ignoramos nosso telefone, mas será que estamos focados em contar os minutos, e não os momentos alegres com nossa família? Estaremos tentando capturar o tempo de lazer em métricas?

A mesma realidade se aplica a pessoas que realmente se concentram na estruturação de seu tempo de lazer e o agendam em minutos. Nesse caso, se eles saírem com amigos e a família, eles pensarão que estão perdendo tempo. Mas eles estarão fazendo algo, certo? E algo que muitas vezes acaba por ser mensurável.

Nossas vidas e o mundo são tais que a demanda por nossa atenção e tempo só parecem crescer a cada ano. Podemos continuar a tentar medir o sucesso do nosso tempo de lazer, mas depois torna-se difícil chamá-lo de lazer.

Talvez hajam opções melhores. Acabamos de passar o tranquilo período entre o Natal e o ano novo. É uma época do ano mais leve para muitos de nós. Também é uma oportunidade privilegiada para a prática do lazer, sem qualquer pensamento de eficiência ou eficácia.

Para começar, despreze os números e faça com que as pessoas sejam o foco de sua vida. No início, pode parecer que não estamos fazendo nada, mas este é o ponto do "tempo de lazer". Não vamos nos sentir como se estivéssemos no ambiente de trabalho. Com um pouco de prática, vamos descobrir que não fazer nada é mensurável e é uma das coisas mais importantes que podemos fazer esta semana.


Referência: The New York times

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

7 passos para escolher seu consultor financeiro


Foto: http://www.investopedia.com/
Escolher o consultor financeiro para sua situação particular não é uma tarefa fácil. Recomendações de um colega, amigo ou empresa podem ser uma boa fonte, mas lembre-se que o consultor certo para uma pessoa pode não ser uma boa opção para suas necessidades. Aqui estão sete etapas necessárias para avaliar um novo conselheiro financeiro ou um com quem você tem trabalhado por um tempo.

Entenda como seu conselheiro é pago
Uma vez que a compensação financeira do conselheiro pode não ser tão importante quanto a sua competência, é imperativo que você compreenda todas as formas de compensação que seu conselheiro receberia como resultado de trabalhar com você como um cliente. Existem várias formas de compensação para um conselheiro, incluindo vários tipos de comissões de vendas com a venda de produtos financeiros e vários tipos de taxas.
As comissões podem incluir comissões pagas sobre a transação, as comissões pagas sobre a venda do produto, durante um período de anos, conhecidos como resultado por performance. Em todos os casos, os custos dessas comissões saem do seu bolso para remunerar o investidor e servem para reduzir seus retornos.
Outros consultores financeiros cobram taxas. Estas taxas podem ser por hora, calculada em percentagem dos ativos investidos, ou uma taxa plana. Alguns conselheiros cobram somente uma taxa; outros são pagos através de taxas e comissões.
Em todos os casos, o custo dos conselhos do seu consultor financeiro deve ser bem esclarecido e totalmente divulgado a você. 

Entenda quaisquer conflitos de interesse
Isto está muito relacionado com método de compensação do consultor. Se o seu consultor financeiro é pago através de comissões sobre o produto de investimento e de seguro que ele ou ela vende para você, isto influenciará a escolha de produtos financeiros que eles sugerem para implementar as suas recomendações financeiras?
Nessa mesma linha, se seu conselheiro é um empregado de uma empresa de serviços financeiros que também oferece produtos financeiros para a venda, ele ou ela pode ser incentivada (ou possivelmente seja necessário) para dar preferência a produtos financeiros da empresa sobre os outros, fazendo recomendações para você. Enquanto isso tem sido amplamente discutido em termos das tradicionais firmas e casas corretoras, empresas como Fidelity Investments e o grupo de vanguarda também oferecem aconselhamento financeiro. Isto não é dizer que cada recomendação feita a um produto oferecido pela empresa do consultor é ruim, mas pelo menos você deve fazer perguntas aqui.

Este conselheiro faz este tipo de trabalho para outros clientes como você?
Sua situação é típica da base de clientes do consultor? Por exemplo se você é um funcionário corporativo que procura ajudar a planejar o exercício das suas opções de ações, você deve perguntar ao consultor sobre seus conhecimentos e experiência em lidar com clientes como você. Um consultor financeiro que lida principalmente com clientes aposentados ou prestes a aposentadoria pode não ser uma boa escolha para você, se você é um profissional de 30 anos de idade olhando para um plano financeiro futuro.

Que serviços oferece o conselheiro?
Enquanto isto pode parecer óbvio, você deve entender os serviços que
o seu consultor financeiro oferece e aqueles que ele não pode oferecer. Por exemplo, a maioria dos conselheiros oferecem conselhos sobre planejamento financeiro e investimentos. Conselhos de planejamento de aposentadoria também são bastante comuns. No entanto, se seu conselheiro precisa incluir conselhos fiscais muito específicos ou talvez aconselhamento de sucessão empresarial, você quererá saber se seu conselheiro tem experiência nestas áreas. Da mesma forma, se seu conselheiro está realmente focado apenas na venda de anuidades, ele ou ela pode não ser capaz de oferecer o espectro completo de aconselhamento financeiro, o que você precisa.

Como e com que frequência o conselheiro se comunica com clientes?
É importante para os clientes e os clientes perspectiva entender como seu conselheiro financeiro se comunica com os clientes e a frequência dessas comunicações. Quantas vezes você vai se encontrar para rever o seu portfólio e sua situação global? Trimestralmente, semestralmente, anualmente, conforme necessário. E
ssas reuniões serão feitas pessoalmente, ou talvez por telefone, ou via Skype, ou um serviço semelhante on-line? Está cada vez mais comum os clientes trabalharem remotamente com o seu consultor financeiro seja no local de residência ou em outra base devido ao cliente ter se mudado para outra área do país, devido a transferências de trabalho ou, eventualmente, aposentadoria.
Além disso, o conselheiro normalmente deve se comunicar por telefone, e-mail ou mensagem de texto. Qualquer um ou todos pode ser uma boa solução, dependendo das suas preferências e do assessor, que podem estar baseadas na sua idade e nível de conforto digital. O melhor curso de ação é fazer estas perguntas objetivamente, quando se considera engajar-se com os serviços de um consultor financeiro novo.

O conselheiro é um fiduciário?Um consultor que atua com uma capacidade fiduciária para com seus clientes se compromete a fornecer aconselhamento e orientação que seja particularmente o interesse do cliente. Isto é comparado ao padrão de adequação que é empregado por consultores que trabalham para corretoras e outras empresas que vendem produtos financeiros. O padrão de adequação significa apenas que os produtos sugeridos devem ser adequados para o cliente. 
Há muito debate em curso sobre um padrão fiduciário uniforme dentro da indústria de serviços financeiros e é um tema que é muito, muito, extenso para um artigo deste tipo. Isto também não deve implicar que consultores financeiros que não são verdadeiros fiduciários, não ajam no melhor interesse de seus clientes. Novamente, no entanto, esta distinção é importante e um cliente ou cliente em perspectiva deveria fazer esses tipos de perguntas.

Conheça as certificações profissionais e o treinamento do consultor
Existem diversas denominações que são sinais do compromisso de um conselheiro para com a profissão e a maioria também pratica uma quantidade significativa de educação continuada. Como você poderia suspeitar, existem diversas denominações para consultores financeiros e algumas são mais significativas do que outras. Nenhuma por si só, qualifica um conselheiro para aconselhamento em áreas, como investimentos e planejamento financeiro. 
Além disso, penso que é importante entender os níveis e tipos de experiência que seu conselheiro financeiro tem. Denominações e treinamento formal são importantes, mas existem muitos conselheiros que atuam bem, sem designação formal e certamente há um número de conselheiros portando muitas credenciais, que não são qualificados. Procure conhecer os credenciamentos formais de seu consultor, caso julgue conveniente.
 
Conclusão
A decisão de contratar um consultor financeiro pode ser complicada. Idealmente, os investidores vão querer encontrar alguém que tenha as habilidades e a formação necessária para dominar os muitos aspectos do sistema financeiro. Além disso, você vai querer encontrar alguém que esteja comprometido com seu sucesso e que vai agir no seu melhor interesse para ajudá-lo a alcançar seus objetivos. Os sete passos acima ajudarão a encontrar o conselheiro financeiro para sua situação particular.

Fonte: Investopedia

Por que tudo o que você ouviu sobre gordura é errado - O caso de comer bife e creme


"Comer alimentos que contenham gorduras saturadas aumenta o nível de colesterol no sangue," de acordo com a Associação Americana do Coração (AHA - American Heart Association). "Altos níveis de colesterol no sangue aumentam o risco de doença cardíaca e derrame". Aí vão os avisos da AHA, a suposta autoridade sobre o assunto. Os governos e os médicos chamam atenção para o mundo se ajustar a isso. Devorando muito bacon e manteiga você pode morrer jovem. Mas e se isso fosse errado?
Nina Teicholz, uma jornalista americana, usa apenas esse argumento em seu novo atraente livro, "The Big Fat Surprise". O debate não está confinado aos nutricionistas. Avisos sobre gordura mudaram à medida que as empresas de alimentação desenvolvem seus negócios, considerando o que as pessoas comem, e como e quanto tempo de vida elas vivem. As doenças cardíacas são a principal causa da morte não só nos EUA, mas em todo o mundo. A questão é se a gordura saturada é realmente culpada. O livro de Ms. Teicholz é uma leitura emocionante para quem já tentou comer saudavelmente.
O caso contra gordura parece simples. Gordura contém mais calorias, por grama, do que os hidratos de carbono. Comer gordura saturada aumenta os níveis de colesterol, que por sua vez, imagina-se que traga problemas cardiovasculares. Ms. Teicholz disseca esse argumento lentamente. Seu livro, que inclui mais de 100 páginas de notas e citações, abrange décadas de pesquisa sobre nutrição, incluindo explorações cuidadosas da metodologia dos acadêmicos. Isto obviamente não pode ser considerado uma virada de página virada. Mas é.
Ms. Teicholz descreve os primeiros acadêmicos que demonizaram a gordura e aqueles que mantiveram a cruzada. Um dos principais entre eles era Ancel Keys, um professor da Universidade de Minnesota, cujo trabalho apareceu na capa da revista Time, em 1961. Ele forneceu uma resposta sobre porque homens de meia-idade estavam morrendo de ataques cardíacos, bem como apresentava uma solução: comer menos gordura. O trabalho desenvolvido por Keys e outros impulsionou o primeiro conjunto de orientações dietéticas do governo americano, em 1980. Cortar carne vermelha, leite e outras fontes de gordura saturada. Alguns céticos desta teoria foram, durante décadas, marginalizados.
Mas o aviltamento da gordura, argumenta Ms Teicholz, não resiste a uma análise mais aprofundada. Ela aponta furos em peças famosas de pesquisa — o estudo do coração de Framingham, um estudo realizado em sete países, a avaliação com veteranos de Los Angeles, para citar alguns — descrevendo problemas metodológicos ou negligenciado resultados, até fundamentos de conselhos nutricionais, apresentam-se cada vez mais instáveis.
As opiniões dos acadêmicos e governos, tal como apresentado, levaram a mudanças de verdade. As empresas de alimentos ficaram felizes por terem de substituir as gorduras animais por óleos vegetais menos caros. Elas começaram agora a abolir a gordura trans de seus produtos de alimentos, substituindo-os por óleos vegetais poli insaturados que, quando aquecidos, podem ser tão prejudiciais quanto a gordura animal. Conselhos para manter uma dieta de baixo teor de gordura também atingiu diretamente as empresas fabricantes de doces, biscoitos, cereais e produtos de confeitaria. Quando as pessoas comem menos gordura, eles passam a ter fome de outra coisa. De fato, recentemente, em 1995 a AHA recomendou lanches de "biscoitos de baixo teor de gordura, bolachas de baixo teor de gordura... biscoitos doces duros, gotas de goma, açúcar, xarope, mel" e outros alimentos carregados de hidrato de carbono. Os americanos consumiram quase 25% mais hidratos de carbono em 2000 do que eles tinham consumido em 1971.
Na última década, um número crescente de estudos têm questionado a ortodoxia anti-gordura. O livro do Ms Teicholz segue o trabalho de Gary Taubes, um jornalista de ciência que lançou dúvidas sobre a ligação entre gordura saturada e a saúde por bem mais de uma década — que foi muito desacreditado. Há indícios crescentes de que um culpado maior e mais provável é a insulina, um hormônio: os níveis de insulina sobem quando se come carboidratos. Mas mesmo agora, com mais atenção dedicada para os perigos do açúcar, a gordura saturada permanece sendo a vilã. "Parece agora que o que a sustenta", argumenta Ms Teicholz, "não é tanta a ciência, mas o viés e o hábito. ”

Vender a casa da família pode ser libertador para muitos aposentados


Foto - Mike e Barbara West estão vendendo a casa em Bethesda, MD. , que vivem há 26 anos e construindo uma nova casa na Flórida. Crédito Daniel Rosenbaum para o New York Times
Quando a casa é seu porto seguro e quando ela está no caminho das mais ricas experiências de vida?
Essa é a pergunta que mais e mais aposentados estão fazendo por esses dias.
Consideremos Barbara e Mike West e Joseph e Phyllis Applebaum, aposentados e residentes de Maryland de longa data.
Depois de anos de analisar a sua situação financeira, os Wests decidiram colocar a casa suburbana, livre de hipoteca, que tinham possuído por 26 anos, no mercado. Eles queriam evitar os invernos de Mid-Atlantic e consideraram mudar para o Havaí, onde tinham vivido enquanto Sr. West estava na Marinha americana.
Mas eles decidiram que era muito remoto. Eles também excluíram San Diego, Savannah, GA. e Charleston, S. C. Florida, eles decidiram que poderia ser uma possibilidade.
Eles consideraram alugar sua casa de Maryland por parte do ano, no entanto, a ideia de armazenar alguns dos seus bens domésticos e alguém mais dormir na cama deles os fez mudar de ideia.
A decisão de vender uma casa livre de hipoteca, Barbara West, 63, disse que lhes daria uma oportunidade para sonhar e explorar. Além disso, "É um monte de dinheiro trancado em casa," disse Ms. West, que se aposentou do seu trabalho como um lobista há dois anos. "É um benefício do lado bom. Isso liberará o dinheiro. Vamos ter mais flexibilidade. Que tal procurarmos isso como uma aventura".
Os Applebaums — Joseph, 71 e Phyllis, 67, também decidiram comprar uma casa na Flórida.
Seus cálculos eram ligeiramente diferentes. Eles ainda tinham uma hipoteca sobre sua casa, onde viveram durante 27 anos. Com a venda da casa, poderiam pegar o lucro, comprar em Boca Raton à vista e ficar livre de hipoteca.
Para aqueles de 65 anos e mais velhos que têm de pagar sua hipoteca — aproximadamente 70 por cento dos proprietários nesse grupo de idade — o futuro financeiro parece brilhante.
Muitos ainda querem vender suas casas para liberar o dinheiro que lhes daria mais flexibilidade durante a aposentadoria. Então eles vendem ou planejam vender sua casa e criar um estilo de vida mais barato. Para aqueles que têm uma hipoteca, vender e se mudar para uma área menos cara pode criar um estilo de vida livre de hipoteca.
Cerca de 80% dos 41 milhões americanos com idade de 65 anos e mais velhos são considerados proprietários — ou não carregam os saldos de hipoteca. Isso é a maior porcentagem de todas as faixas etárias, de acordo com o gabinete de proteção financeira do consumidor (C.F.P.B. - Consumer Financial Protection Bureau)
Enquanto a taxa global de proprietários de casas se manteve a mesma durante a última década e mesmo depois da recessão, para a faixa demográfica daqueles com 65 anos e mais velhos, a porcentagem de proprietários mais velhos com uma hipoteca aumentou para 30 por cento em 2011, de 22% uma década antes, de acordo com um relatório do C.F.P.B. de maio de 2014. Para aqueles com idade de 75 anos e mais velhos, a dívida hipotecária escriturada, em porcentagem, mais que dobrou, passando de 8,4% para 21,2%, no mesmo período.
Dentre as razões incluem-se o boom de refinanciamento da década de 2000, para a compra de uma nova casa, com pagamentos menores e o uso de linhas de crédito para financiamento de compra de casa, aponta o relatório. Para 2013, o percentual de proprietários com idade de 65 anos ou mais a dívida hipotecária escriturada permaneceu em 30 por cento, de acordo com o C. F. P. B. , que libera os dados a cada dois anos.
"Há uma tendência definitiva de que os americanos mais velhos estejam carregando a dívida em seus anos de aposentadoria," disse Stacy Canan, assistente de diretor para o C. F. P. B. do escritório para os americanos mais velhos. "Décadas atrás era meio raro". Ela não vê a tendência diminuir por que os grupos de idade mais jovens do que aqueles que passam dos 65 anos também possuem hipotecas.
Os americanos mais velhos têm cartão de crédito da dívida e débito de empréstimo do estudante, mas a "maior parte da dívida, sem dúvida, está relacionada com suas hipotecas," Ms. Neudo disse.
Após mais de uma viagem para a Flórida, os Wests encontraram através de amigos, uma comunidade em desenvolvimento perto de Jacksonville e decidiram construir uma casa com 4 quartos.
"O novo tem um monte de recurso, especialmente na nossa idade," Ms. West disse. Para Mike West, 65, que se aposentou em junho, a casa na Flórida seria o mais próximo que ele viria para a construção da casa de seu sonho. Ao invés de cortar e aparar a relva e arbustos como tem feitor em Maryland, eles vão pagar por serviços e viajar mais.
Mudar suas vidas não vai acontecer da noite para o dia. A partir do momento em que assinaram os papéis, levará 10 meses para a casa a ser construída, então eles esperam que estará pronto em julho de 2015.
O maior ganho é a sensação de liberdade que temos pela frente. "Esperamos que nossa casa seja vendida em breve e então nós estaremos sem teto por alguns meses," Ms. West disse.
Os cálculos em troca de uma casa por outra são individuais e dependem do valor da casa, do patrimônio acumulado, da renda atual, da renda futura antecipada e outras despesas.
Aqueles em vias de mudança geralmente gastam tempo analisando o tipo de vida que eles querem, quanto terão de renda e seus custos.
Com as despesas da casa e o maio custo de casa para cada grupo de idade, 50 anos e mais velho, de acordo com pesquisa do Instituto de Pesquisa de Benefício ao Empregado (E.B.R.I. -
Employee Benefit Research Institute), vale a pena considerar se você será capaz de pagar o custo de vida, onde você está, se você quer ficar lá e quais são suas outras opções.
"Eles precisam sentar e estudar o seu plano de aposentadoria — o que está entrando, e o que vai sair", disse Ms. Neudo.
O relatório do E. B. R. I., com base na pesquisa de 2007 a 2011, mostra quedas nos gastos em custos de habitação, mas esses novos padrões de gastos precisam ser acompanhados de perto. "A crise tinha realmente mudado alguns padrões de gastos", diz Sudipto Banerjee, pesquisador associado junto ao E. B. R. I. .
Mesmo aqueles com carteiras de investimentos consideráveis estão cientes das incertezas nos mercados financeiros. Eles dizem, "Eu não sei agora qual vai ser o retorno. A linha inferior é que preciso economizar mais. É por isso que estamos vendo estes grandes cortes nos gastos", disse Bittencourt.
De acordo com um estudo do pessoal de gestão de risco da sociedade de atuários, "2013 Risks and Process of Retirement Survey Report", cortar gastos ou com a intenção de que "não é mais como a renda seja tão sensível, como intuitivamente pode ser imaginado".
Entre os aposentados com renda anual abaixo de US$50.000, 79 por cento já tinham cortes nas despesas ou planejavam fazê-los, enquanto 73% com renda maior que US$100.000 estavam gastando menos também.
Liberar o dinheiro de uma casa ou outra propriedade que já não atende às suas necessidades e desejos, muitas vezes é o primeiro passo. "Se você é aposentado e não tem uma hipoteca, pode ser muito melhor", disse Anna Rappaport, Presidente do Comitê de Atuários.
A aventura tocou JanSuzanne Krasner e seu marido, que tinhm de pagar sua hipoteca. Há dois anos, eles venderam sua casa no Condado de Westchester, N. Y. e partiram para Israel no último voo da noite do furacão Sandy. Eles alugaram um apartamento em Tel Aviv por 10 meses.
Em seguida, eles passaram um mês viajando pela Europa e África do Sul, em seguida, alugaram um apartamento em Manhattan há dois meses. Venderam a maior parte de seus pertences, exceto recordações pessoais e decidiram comprar uma casa já decorada em Boynton Beach, Flórida, à vista.
"Mudando-se para uma área menos cara, eles liberaram o dinheiro para viajar", disse Ms. Krasner, 67, que teve um negócio com o marido por muitos anos, aposentando-se em 2009. "Temos dinheiro suficiente para nos sentirmos seguros".
Para tanto, os Krasners e os West, manter os laços familiares foi uma prioridade e desfrutaram das suas decisões. Cada um dos casais tem duas filhas crescidas, que eles querem ser capazes de ver com frequência.A  Sra. West tem uma irmã na Flórida, e os Krasners têm alguns primos no estado. As relações familiares, o tempo e o custo de vida foram primordiais.
"O resto não importa", Ms. Krasner disse. "Nada será perfeito. Priorizamos". Eles esperam passar três meses do ano em Tel Aviv.
Para os West, que estão no processo de seleçãod os detalhes de sua nova casa, há uma sensação do desconhecido pela frente. Sua nova comunidade é "esculpida em uma floresta de pinheiros", Ms. West disse.
"Você está olhando para a sujeira. É emocionante", disse ela. "É assustador".

Fonte: The New York Times

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Criatividade e Inovação: Qual a diferença?


Os termos "criatividade" e "inovação" são frequentemente usados ​​como sinônimos. Mas quão similar - ou diferente - são eles? Conversei com minha colega, Teresa Amabile , especialista em inovação no local de trabalho, em minha série de vídeos Leadership: A Master Class . Aqui está a sua opinião sobre a conexão entre esses termos comumente utilizados - e o que isso significa para os negócios.

Tudo começa com a criatividade

De acordo com Teresa, a criatividade é essencialmente responsável por todo o progresso humano. Isso é uma força fenomenal. Talvez seja por isso que algumas pessoas tendem a pensar que é muito misterioso. Mas elas não deveriam pensar assim.
A investigação ao longo dos últimos 50 ou 60 anos ilumina como a criatividade acontece. Basicamente, a criatividade é a produção de qualquer coisa. Pode ser uma ideia, um produto tangível, ou uma performance. O que é desenvolvido também deve ser diferente do que já foi feito antes de alguma forma. A criatividade no local de trabalho também deve ser apropriada para algum objetivo ou significado.
Mas veja, é difícil em alguns domínios falar sobre a utilidade. Por exemplo, o que significa criatividade nas artes visuais? Lá, criatividade significa que ela expressa algum significado que o artista pretendia. Mas no mundo dos negócios, a criatividade tem de "trabalhar" de alguma forma. Tem que dar uma contribuição para algum fim valioso.

A conexão não entendida entre negócios e criatividade

A ligação entre criatividade e sucesso do negócio é muito importante, mas é muitas vezes esquecida. Empresários tendem a pensar o que eles fazem como sendo muito organizado e estratégico. É claro que deveria ser, mas as empresas não podem ter sucesso, especialmente nas modernas condições de concorrência, sem inovação. E a inovação depende de criatividade. A criatividade é a extremidade dianteira de um processo que, idealmente, irá resultar em inovação.
A criatividade está chegando com ideias novas e úteis. A inovação é a implementação bem-sucedida dessas ideias. Uma conexão interessante entre criatividade e inovação: você pode ter um monte de criatividade em uma organização empresarial sem ter,por outro lado, muita inovação. Isso ocorre quando as pessoas não estão muito motivadas, ou os sistemas não estão nos lugares adequados. Tais locais de trabalho têm dificuldade em ouvir as ideias criativas, desenvolvê-las, deixá-las crescer, e descobrir como implementá-las com sucesso.
Em outras palavras, você não pode ter a inovação sem uma saudável mistura de criatividade na linha de frente e sistemas sólidos, em lugar de fazer valer a ingenuidade.

Fonte: Daniel Goleman - Linkedin 

3 dicas para motivar sua equipe


Tentando criar membros leais em sua equipe leal? Começa a usar esses métodos de hoje.
Equipe de vendas coesa
Os dados sugerem que existem fatores mais importantes do que dinheiro para ter uma força de trabalho feliz. Enquanto isto é verdadeiro para qualquer departamento, isto é assim, ainda mais, para as forças de vendas. Razão de ser disso é que os vendedores se alimentam de energia como ninguém. Chegando na maioria dos escritórios de vendas você será oprimido com o cheiro de café, chamando por você. Já viu " Lobo de Wall Street"? Embora não seja o melhor exemplo de uma grande cultura, a energia é algo predominante em muitos departamentos de vendas. Este ambiente pode não ser a sua xícara de chá, mas fá-lo facilmente motivar sua equipe de vendas.
A chave para motivar uma equipe de vendas não precisa apenas parar com incentivos em dinheiro para o fechamento de clientes. Este é um método comprovado, mas não necessariamente a melhor estratégia para usar por si só. Empresas excepcionais sabem como excitar os membros da equipe com coisas sem ser o dinheiro. Há algumas maneiras fundamentais para fazer isso que são mais eficazes. Se você precisa de um impulso nas vendas ou está preocupado que a motivação está diminuindo, comece a usar estas técnicas imediatamente. Sua equipe vai fechar negócios mais rapidamente do que Jonah Hill comendo o peixe de ouro.
1. Compartilhe histórias de luta
Nada torna sua equipe mais motivada do que ouvir sobre um funcionário passando o pior do pior para fechar uma venda. Se você quiser ser mais dramático ainda, então adicione um pouco de diversão para o que você está dizendo. Apresente as lutas de que um membro da equipe passou para conseguir fechar um grande negócio e destaque o fato de o quanto ele foi determinado.
Isto não só  servirá como reconhecimento para um membro da equipe que fez um excelente trabalho, mas também vai motivar o resto da equipe. Eles irão querer se tornar a próxima história de luta, e isto irá motivá-los para nunca levar um não como resposta. Também é ótimo reconhecer as pessoas com histórias em lugar de só apresentar elogios. Contos de pessoas passando por um problema e se tornando um herói são muito mais memoráveis do que apenas algumas palavras gentis.
2. Não fique bravo quando um vendedor não fecha um negócio
Vender é um jogo de números. Enquanto você estiver dirigindo um plantão de vendas lembre-se de que você está em "um jogo", perder negócios é parte do processo. Se você gosta de esportes, você sabe que não pode ganhar todas. O que pode fazer é aprender com seus erros e se aperfeiçoar.
Quando você vê alguém perder uma venda, seu trabalho como líder é ser o primeiro a passar a mão nas costas. Em alguns casos, é até bom incentivá-lo. Embora surpreso no começo, mas quando eu aplaudo o seu esforço, é muito mais fácil para ele seguir em frente e pensar positivo. É fácil ter um ótimo relacionamento, quando tudo está perfeito. A diferença é que os melhores comandantes estão ligados em sua equipe, mesmo quando o navio está afundando. Se você é esse tipo de líder para sua equipe de vendas, ela vai permanecer leal a você sempre, com o passar do tempo.
3. Nunca dê crédito completo para um fechamento
Tanto quanto possível, tente cumprimentar alguém do seu time quando conseguir um cliente. O verdadeiro líder deve sempre estar atento para saber quando usou uma técnica de vendas que outro vendedor de sua equipe o ensinou. As piores organizações de vendas são aquelas onde trabalha cada um por si. Se você quer construir uma empresa que atua como uma unidade e suporta um ao outro, evite isto a todo custo.
Uma das maneiras mais fáceis de fazer isso é passar o crédito para outros membros de sua equipe. Isto pode ser difícil de fazer, porque às vezes pensamos ser o herói de um negócio fechado o que nos faria respeitado por nossos funcionários. Embora isto possa ser verdade, fala muito mais alto fazer outra pessoa o herói. Sempre é melhor ter alguma outra pessoa como a estrela, que nenhuma equipe coesa.

Fonte: Inc.

Muitos "obesos saudáveis" não são saudáveis


A ideia de "obesidade saudável", ou seja, que há pessoas obesas que, no entanto, gozam de boa saúde, com níveis normais de colesterol, pressão arterial e outros fatores de risco metabólico, ganhou força nos últimos anos. Mas um pequeno estudo sugere que esse estado de coisas aparentemente saudáveis ​​não dura.
A análise, publicada no Journal of the American College of Cardiology , estudou 2.521 pessoas, incluindo 66 adultos obesos que estavam em bom estado de saúde. Os pesquisadores periodicamente examinaram estas pessoas ao longo de 20 anos, avaliando cinco medidas de saúde metabólica: colesterol, triglicérides, pressão arterial, glicemia em jejum e resistência à insulina.
Definindo como anormalidades duas ou mais das medidas fora dos padrões, a progressão de ser saudável para a obesidade não saudável aumentou ao longo do tempo. Ao final do estudo, 51 por cento dos obesos saudáveis ​​eram, na realidade, não saudáveis e eles tinham quase oito vezes mais chances de chegar à obesidade doentia do que os adultos saudáveis ​​que não eram obesos.
"'Obesidade Saudável' é  um termo bastante enganoso", disse o principal autor, Joshua A. Bell, doutorando da University College London. "Parece seguro, mas sabemos que é apenas saudável, num sentido relativo. O obeso saudável tornar-se-á não saudável e progredirá para o grupo de maior risco. Este é um verdadeiro desafio para a ideia de que o obeso pode ser saudável a longo prazo. "

Fonte: The New York Times - Blog Well 

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O antídoto secreto para a apatia


Image: Mibba
Daniel Goleman em recente post sobre a apatia no local de trabalho, atingiu um ponto nevrálgico. Agora, ele propões olhar com mais atenção para o papel do líder na motivação de uma equipe ou organização.
Diz ele que o autoconhecimento impulsiona a autogestão. Se você está fora de sintonia, você não pode gerenciar bem o seu mundo interno. A autoconsciência também impulsiona a empatia. Se você não entrar em sintonia com você mesmo, você não será capaz de se sintonizar bem com os outros.
Estas competências permitem que um líder crie ressonância e mova as pessoas com uma visão autêntica e convincente. O compartilhamento de um propósito comum torna o trabalho emocionante e envolvente.
 

A potência do "NÓS"

Goleman menciona que conversou com o Dr. Dan Siegel a série de artigos Lidership: A Master Class que trata sobre a importância da comunidade nas organizações.
Dr. Siegel diz: "Nós não estamos destinados a viver em isolamento. Nossa conexão desenvolve a nós mesmos."
Assim, muitos líderes parecem infelizes sobre o porquê de não estarem motivando as pessoas. Na realidade eles estão tentando motivá-las pelo caminho errado, que é tanto punindo-as, ou oferecendo-lhes recompensas mais externas. Mas um motivador real, duradouro é a interna. Eles estão envolvidos pelo sentimento de "nós".
Estudos sobre felicidade e bem-estar mostram que quando você é uma parte de de uma comunidade, você prospera. Um líder que está consciente da importância dos relacionamentos irá criar um ambiente na organização que leva o trabalhador a colocar o seu melhor à frente para o bem comum .
"Dr. Siegel acrescenta: "Seu cérebro pode realmente fazer um mapa do "nós" para que quando você participe de uma comunidade profissional você perceba que você está em uma viagem com os seus companheiros de equipe. Não é apenas o que eu faço para um eterminado trabalho. Na verdade, é a minha identidade. Quando um líder não tem isto em sua mente, ele pode estar pensando, "Ok, eu sou um indivíduo. Esse trabalhador é um indivíduo. Somos todos apenas os indivíduos que participam nesta empresa." Você pode sentir a decepção do que é isso. Não há nenhum compromisso. Os líderes precisam perceber que os relacionamentos são uma entidade para si mesmos. E uma empresa pode ser uma fonte de desenvolvimento relacionamentos, independentemente de departamentos, cargos ou outras barreiras percebidas. É como diz o ditado: O todo é maior do que a soma de suas partes."

Integrar para motivar

Uma maneira de criar um senso de comunidade é integrar as várias partes móveis de uma organização o melhor que se puder. Deve ser reconhecido que estamos juntos nessa. Não estamos em competição uns com os outros. Deve ser reconhecido que cada pessoa traz algo para a mesa, para melhorar toda a organização.
Quando você começa a ver os diferentes trabalhadores e departamentos, como parte de um todo, você se sente mais capaz de vinculá-los. Eles não são apenas elementos díspares. Assim como um coro cantando em harmonia, uma empresa que está integrada irá gerar uma maneira vital, energizada de ser.
Quando uma empresa não está integrada, ela vai se mover de forma rígida - seja pela desatualização, pela falta de produtividade e inovação - ou ela estará a caminho do caos, onde as coisas são confusas, e há bruscas mudanças imprevisíveis.

Fonte: Linkedin 

Uma xícara de café


Um grupo de profissionais, todos vencedores em suas respectivas carreiras, reuniram-se para visitar seu antigo professor. Logo a conversa parou nas queixas intermináveis sobre 'stress' no trabalho e na vida em geral. 
O professor ofereceu café, foi para a cozinha e voltou com um grande bule, e uma variedade das melhores xícaras: de porcelana, plástico, vidro, cristal, algumas simples e baratas, outras decoradas, outras caras, outras muito exóticas... 
Ele disse: 
- Pessoal, escolham suas xícaras e sirvam-se de um pouco de café fresco. 
Quando todos o fizeram, o velho mestre limpou a garganta e calma e pacientemente conversou com o grupo: 
- Como puderam notar, imediatamente as mais belas xícaras foram escolhidas e as mais simples e baratas ficaram por último. Isso é natural, porque todo mundo prefere o melhor para si mesmo. Mas essa é a causa de muitos problemas relacionados com o que vocês chamam "stress". 
Ele continuou: 
- Eu asseguro que nenhuma dessas xícaras acrescentou qualidade ao café. Na verdade, o recipiente apenas disfarça ou mostra a bebida. O que vocês queriam, na verdade, era café, não as xícaras, mas instintivamente vocês quiseram pegar as melhores. 
Então, eles começaram a olhar para as xícaras uns dos outros. 
Agora pense nisso: 

A vida é o café. 
Trabalho, dinheiro, status, popularidade, beleza, relacionamentos, entre outros, são apenas recipientes, que dão forma e suporte à vida. O tipo de xícara que temos não pode definir nem alterar a qualidade da vida que recebemos. Muitas vezes, concentrando-nos apenas em escolher a melhor xícara, nos esquecemos de apreciar o café! 
As pessoas mais felizes não são as que têm o melhor, mas as que fazem o melhor com tudo o que têm! 

Então lembre-se: 
* Viva simplesmente. 
*Seja generoso. 
* Seja solidário e atencioso. 
* Cultive suas amizades 
* Fale com bondade. 
O resto deixe com a natureza, porque a pessoa mais rica não é a que mais tem, mas a que precisa menos. 

Agora desfrutem o seu café!

Cientistas desenvolvem ‘refeição imaginária’, que engana corpo e causa perda de peso


Ronald Evans, diretor do laboratório de expressão gênica do Instituto Salk, nos EUA, que desenvolveu composto chamado fexaramine
Uma nova substância é capaz de enganar o organismo, levando-o a perder peso e combater a obesidade. Coordenados por pesquisadores do Instituto Salk (EUA), os testes com a “pílula da refeição imaginária”, como eles apelidaram o composto, funcionaram em camundongos. Agora, os cientistas estão empolgados para experimentá-la em humanos.
Além de queimar gordura, a substância, chamada fexaramina, diminui o colesterol, a pressão sanguínea e os níveis de açúcar, controlando o diabetes. A diferença em relação a outros medicamentos no mercado é que ela não penetra na corrente sanguínea, permanecendo apenas no aparelho digestivo, o que reduz os efeitos colaterais.
— Especialmente no Brasil, temos poucas opções de drogas para tratamento de obesidade. Há algumas aprovadas pelo FDA (agência reguladora dos EUA) com bons resultados que não chegaram aqui — explica Flávia Conceição, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional RJ. — Porém, nem todos os pacientes respondem da mesma maneira a uma droga: há os que perdem bastante peso e outros que não acusam efeito nenhum. Os efeitos colaterais também variam.
População de mais de 17% de obesos
Dados de 2014 da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que 50,8% dos brasileiros estão acima do peso ideal, e destes, 17,5% são obesos. Além disso, a prevalência de mulheres com diabetes é de 7,2%, contra 6,5% nos homens. Entre pessoas com mais de 65 anos, o índice de diabéticos chega a 22%. A obesidade e a diabetes levam a complicações cardíacas e diminuem a expectativa de vida.
— A pílula é como uma refeição imaginária — compara Ronald Evans, diretor do Laboratório de Expressão Gênica de Salk e autor principal da pesquisa publicada ontem na revista “Nature Medicine”. — Ela manda os mesmos sinais que normalmente ocorrem quando a pessoa come uma grande quantidade de alimentos, de modo que o corpo começa a abrir espaço para estocá-los. Mas não há calorias nem mudanças no apetite, então, consequentemente, há perda de peso.
A fexaramina ativa uma proteína chamada receptor farensoid X (FXR), que controla a liberação de ácidos biliares do fígado, a digestão do alimento e o estoque de gorduras e açúcares. Outras drogas contra a obesidade bloqueiam a absorção de gordura, já esta queima seu excesso. O laboratório de Evans trabalha há 20 anos com o FXR, mas há outros centros de pesquisa que também estão estudando drogas com função parecida.
— Como esta droga, várias outras com características semelhantes (AGN34, GW4064 e WAY 362450) começaram a ser estudadas nos últimos anos, e agora estão saindo os primeiros resultados com animais — afirma a endocrinologista Isabela Bussade, professora da pós-graduação de Endocrinologia da PUC-Rio. — Esse estudo é bem interessante porque traz um mecanismo diferente de ação dos remédios atuais, mas claro que para termos resultados com humanos ainda vai levar alguns anos.
Camundongos diabéticos e obesos receberam a substância por cinco semanas. Segundo Michael Downes, coautor e pesquisador Laboratório de Expressão Gênica de Salk, foram encontrados os seguintes resultados: os níveis de glicose voltaram ao normal de um animal não diabético; houve redução dos níveis de colesterol em 35%; de insulina, em 70%; de massa de gordura em 45%; e eles ainda deixaram de ganhar peso. Quando questionado por quanto tempo seria preciso manter o tratamento, ele pondera:
— Isto dependeria de outros fatores, como mudanças no estilo de vida. Neste estágio das pesquisas, eu diria que a droga precisaria ser administrada mesmo após resultados positivos, mas ainda precisamos de mais estudos para comprovar isso.
Ou seja, além da substância, o estilo de vida saudável continuaria sendo prioridade.
— Sempre incentivamos a prática de atividade física e a dieta balanceada. O medicamento é a terceira via no tratamento do obeso que não responde apenas às mudanças no estilo de vida — reforça Isabela.

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