domingo, 27 de novembro de 2011

O que fazer quando as coisas não vão muito bem

Quando a economia está instável, manter-se confiante não é das tarefas mais fáceis. Mas a capacidade de avançar com firmeza diante dos desafios é um traço valioso para um bom gestor. Alguns parecem já nascer com o dom. Outros se adaptam conforme as circunstâncias, e o aprendizado adquirido com as vacas magras os impulsiona a se destacar ainda mais na prosperidade.
Falar tudo isso é muito bonito e inspirador. Mas, na prática, como lidar com os altos e baixos do seu negócio? Como não titubear quando você faz tudo certo e, por alguma razão, as vendas não decolam? Não se desespere (ainda). A revista Entrepreneur separou algumas dicas que podem ajudá-lo na gestão da sua empresa.
Aprenda com os erros - em vez de se sentir fracassado diante de um “não”, tente identificar o que deu errado e aprender a lição – para não errar de novo. Se algo não está dando certo, talvez seja a hora de repensar a sua abordagem e estratégia de gestão. Toda empresa passa por momentos bons e ruins. Aprenda, com suas próprias experiências, a diminuir os últimos.
Enfrente os medos - o receio de tudo dar errado é perigoso e pode atuar como um inibidor de práticas inovadoras e de sucesso. Esse temor é ainda maior quando o empresário já passou por períodos difíceis. Mas são nessas situações complicadas que passamos a nos conhecer melhor e, com isso, a controlar as nossas emoções e reações.
Depois que enfrentamos uma crise, estamos mais bem preparados para crescer e evoluir. E se não tiver outro jeito, que venha a próxima!
Compartilhe suas experiências com um confidente - ter alguém com quem desabafar é sempre bom. Quem vê o labirinto de fora o enxerga com mais clareza e pode, assim, dar conselhos mais produtivos e sem tantos preconceitos. Além disso, carregar um fardo sozinho pode ser pesado demais.
Inspire-se em grandes empresários - histórias de empreendedores de sucesso são sempre inspiradoras. Se você admira alguém, tente descobrir ou imaginar como ele ou ela reagiria diante da situação pela qual sua empresa está passando no momento e como esse empreendedor se manteve diante dos altos e baixos profissionais. Afinal, todo empresário já enfrentou alguma
dificuldade ou grande desafio.
Dê um tempo - se você já tentou de tudo e nada parece funcionar, talvez seja a hora de dar um tempo, nem que seja um dia de folga ou algumas horas do dia para refrescar a mente e respirar outros ares. Muitas vezes, estamos tão focados em um problema, que ele acaba criando proporções gigantescas. Um tempinho para se organizar melhor, repensar estratégias e desestressar um pouco pode clarear a situação e evitar atitudes desnecessárias movidas pelo
desespero. E aí, de repente, você percebe que o problema não era tão grande assim… e que as vaquinhas logo logo voltarão a engordar.
Fonte: Revista Mais Negócios, Boletim Semanal Nº 11 Período 2011/12 do Rotary Club de Nova Iguaçu

Consumo de vinho e saúde

Nosso companheiro rotariano Luiz Freitag, médico geriatra, com especialização na Faculdade de Medicina de Harvard (EUA), foi o palestrante convidado para reunião almoço no Rotary Club de São Paulo. Aqui vai um resumo sintético da palestra, proferida com a competência científica de um dedicado estudioso. O tema escolhido, muito oportuno, prendeu a atenção dos presentes. Inicialmente citou uma frase de um poeta francês que viveu no século XIX - "Quem abusa de qualquer líquido não se mantém sólido por muito tempo". Este foi o mote da minha palestra, cujo resumo segue.

Desde a antiguidade o homem sabia que o vinho era um remédio para o coração. Se não era conhecido para as enfermidades cardíacas, com certeza era para as dores da alma. Isso está expresso em inúmeros poemas registrados pela literatura. Omar Kayan, poeta persa que morreu em 1.123, provavelmente autor do maior número de poemas relativos ao vinho, escreveu - "Vinho, eis o remédio que carece o meu coração doente. Vinho com perfume, almiscarado, vinho cor-de-rosa". Entretanto, essa relação vinho e coração só começou a ter maior importância quando em 1991, um programa da televisão americana da rede CBS abordou em detalhes o "paradoxo francês". Tratava de estudos realizados na Europa e nos EUA, cujos resultados evidenciavam uma inconsistência entre o estilo de vida e a incidência de doenças cardiovasculares na França. Em outras palavras, praticavam uma dieta diária rica em gorduras (manteiga, queijos, ovos) e poucos exercícios físicos. Ainda assim, os franceses tinham uma incidência de doenças cardíacas 40% menor que os americanos. O paradoxo, isto é, essa incompatibilidade existente entre uma dieta rica em gorduras e o baixo índice de doenças cardíacas, devia-se ao hábito dos franceses de ingerirem vinho diariamente durante as refeições. Aparentemente, haveria uma proteção cardiovascular. A partir dessa observação do paradoxo francês, mais de treze mil trabalhos foram publicados na literatura científica mundial, mostrando que o vinho tem as mais variadas virtudes terapêuticas. Vinho produzido a partir de uvas vermelhas escuras e roxas e não de brancas.
Continuando, o palestrante se referiu a vários estudos a respeito dos efeitos protetores do vinho que são atribuídos a flavonóides nele contidos que possuem propriedades antioxidantes, vasodilatadoras e antiagregantes. Falou que a ingestão moderada do vinho também pode ser associada aos níveis de exercícios físicos, aumentando 12% do HDL, o bom colesterol. A seguir falou sobre o resveratrol contido no vinho e no suco de uva. Disse que essa substância é altamente benéfica e capaz até de inibir as fases de iniciação de um tumor. O suco de uva deve ser ingerido o dobro do que se tomaria em vinho. O suco deve ser natural, sem açúcar, integral, sem conservantes químicos, não ingerido juntamente com outro alimento, em pequenas doses, para que se tenha uma sobrevida melhor. A dose ideal de vinho é de 127 ml, contida em pequenas garrafas à venda, ou 2/3 do copo para vinho tinto.
A seguir falou a respeito dos danos à saúde provocados pelo excesso do consumo de vinho e outras bebidas alcoólicas, que pode provocar câncer na laringe, faringe, esôfago, fígado e outros órgãos. Citou trabalhos e estudos feitos em 2009 pelo Instituto Nacional do Câncer, da França, e da Universidade da Califórnia, EUA. Citou mais um estudo feito pela Universidade de Harvard, EUA, e da Universidade de Atenas, publicado no British Medical Journal, onde por 8 anos, 23.349 pacientes, homens e mulheres, sem nenhuma doença prévia consumiram uma dieta mediterrânea muito conhecida e comum na Grécia. Nesse estudo ficou comprovado que o vinho foi um auxiliar efetivo na redução de doenças cardiovasculares.
Disse ainda, que o estilo de vida é um fator de grande importância para se manter a boa saúde. Além do vinho, é necessário que as pessoas pratiquem exercício físico, como uma caminhada de 30 minutos. São fatores importantes - Não fumar. Tratar diabetes existentes. Saber conviver com stress. Rir à vontade. O riso faz muito bem ao organismo. Manter amigos, como a gente mantém aqui no Rotary, e também descobrir atividades para o lazer. Se o indivíduo for aposentado, procurar uma ocupação para manter o cérebro ativo e a memória em dia. Ao terminar enfatizou - o vinho é bom, dependendo da quantidade que se tome.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Como envelhecer sem ficar velho

O Dr. Lair Ribeiro em entrevista para o programa Sabor de Vida da Rede Aparecida, dá as dicas sobre como envelhecer com saúde.
O vídeo a seguir é da referida entrevista, onde são apontados pontos relevantes sobre alimentação, qualidade de vida e mostra exageros da vida moderna, que prejudicam um envelhecimento saudável e co qualidade de vida. Vejam.

Livros de bronze em gruta na Jordânia falam de Nosso Senhor Jesus Cristo

Aspecto de um dos livros em análise 
Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista ao Mar da Galiléia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do cristianismo.
Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20 32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso. 
Segundo o jornal britânico "Daily Mail", 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça. 
A cova fica a menos de 160 quilômetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital.
Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.  
A gruta onde teriam sido encontrados 
No local ter-se-iam refugiado, no ano 70 d.C., os cristãos de Jerusalém, durante a destruição da cidade pelas regiões de Tito, que afogaram em sangue uma revolução de judeus que queriam a independência. Cumpria-se então a profecia de Nosso Senhor relativa à destruição de Jerusalém deicida e à dispersão do povo judaico. 
Segundo o "Daily Mail" os acadêmicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947. Nelas, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão. 
David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo. "É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja", disse ele.  
São Simeão, bispo de Jerusalém 
Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cleofás (irmão de São José) e de uma irmã de Nossa Senhora. Por isso, São Simeão era primo-irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David. 
Quando o apóstolo Santiago, "O Menor" (primeiro bispo de Jerusalém) foi assassinado pelos judeus que continuavam seguidores da Sinagoga os Apóstolos que ficaram, em rotura com o passado, escolheram Simeão como sucessor e ele recebeu Espírito Santo em Pentecostes. 
Os primeiros católicos - naquela época não tinham aparecido heresias e todos os cristãos eram católicos - lembravam com fidelidade o anúncio feito por Nosso Senhor de que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data. 
O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e de que deveriam abandonar a cidade sem demora. 
São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na actual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, Padre da Igreja. 
Após o arrasamento do Templo, São Simeão voltou com os cristãos que se restabeleceram sobre as ruínas. O fato favoreceu o florescimento da Igreja e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos. 
Os livros geraram muita disputa 
Assim, começou a reconstituir-se uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas. 
Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar a todos os descendentes de David. 
São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf. ACI Digital) 
Emociona pensar que esses heróicos católicos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho da sua Fé inscrito em livros tão trabalhados. 
O fato aponta também para a unicidade da Igreja Católica. 
Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras. "Assim que eu vi fiquei estupefato", disse. "O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã: Há uma cruz na frente e, detrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade". "Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade", acrescentou.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Aplicação dos princípios de Feng Shui para sua cama

Feng Shui envolve muitos princípios para o posicionamento auspicioso (ou favorável) de sua cama. Para aproveitar o maior número deles que puder, use o bom senso, juntamente com as condições do seu quarto, para fazer as melhores escolhas possíveis. Por exemplo, o conceito de Posição Comandante mostra-lhe como alcançar a posição mais poderosa cama de acordo com uma escola de Feng Shui do pensamento. Se você ver que seu quarto não atende a esses critérios, não entre em pânico! Há soluções que você pode implementar para melhorar drasticamente a situação de seu quarto. 
A posição da cama em relação à porta 
O primeiro princípio da Posição de Comando estabelece que a posição da cama em relação à porta do quarto é mais importante do que a direção da bússola em relação ao posicionamento da cama. Ou seja, você não deve analisar se sua cama está voltada para leste, oeste, norte ou sul. Você pode descansar fácil e posicionar a cama de acordo com a maneira que melhor se relacionar com uma outra característica principal do quarto - a porta. 
A distância da cama para a porta 
O  segundo princípio da Posição de Comando afirma que a cama deve ficar tão longe da porta do quarto quanto possível. Se a porta está à esquerda, a melhor posição é o canto direito do quarto, se a porta está à direita, a melhor localização da cama é a extrema esquerda do quarto, e se a porta está ao centro, o melhor local será o canto direito ou esquerdo do quarto (Veja a Figura 1). Quanto mais longe sua cama estiver da porta, mais controle você pode sentir sobre seu espaço e sua vida. Você não deve se assustar com facilidade; você tem tempo de sobra para se preparar para os eventos que  vão se desenrolando.
Figura 1: A Posição de Comando: Três opções de colocação para a sua cama
A visão quanto estiver adormecendo
O terceiro princípio da Posição de Comando afirma que a posição da cama deve permitir à pessoa que dorme a maior visibilidade possível do quarto. Uma gama reduzida de visão dentro do quarto pode restringir o chi de quem dorminhoco e sua visão da vida. Quanto maior o espaço em frente à sua cama, mais sua vida se expande, respira, e melhora. Por esta razão, o Feng Shui adverte contra colocar o pé da cama contra a parede, o que pode bloquear a sua carreira e problemas no pé e tornozelo. Além disso, colocando sua cama diretamente contra uma parede lateral (sem espaço entre o lado de sua cama e a parede) pode fazer você se sentir apertado, sufocado, e menos flexível na vida. 
A visibilidade da porta do quarto 
O quarto princípio Posição de Comandante estabelece que você deve ver claramente, de sua cama, a porta do quarto. Este conceito significa que quando deitado de costas na cama - ou seja, no centro da cama (se você dormir sozinho) ou em seu lado da cama (se dormir com um parceiro) - você poderá abrir seus olhos e ver imediatamente a porta do quarto sem reposicionar o seu corpo. Se você tiver que se mexer muto ou criar posições de ioga para ver quem ou o que está entrando pela porta, a posição de sua cama não atende a esse princípio. Não ver quem está se aproximando pode mantê-lo inseguro e no limite. Mesmo se você achar que está acostumado a não ver a porta, você ainda poderá experimentar o stress subconsciente em curso, o que pode criar desequilíbrio e frustração. A possibilidade de estar sempre assustado pode mantê-lo no limite do stress, e ao longo do tempo, a tensão contínua e a agitação pode causar desequilíbrio no sistema nervoso. Os resultados podem incluir problemas nervosos, arritmia e palpitações cardíacas. Além disso, repetidamente, torcendo o corpo para ver se alguém está vindo pode causar problemas no pescoço e no longo prazo, de coluna. Se a posição de sua cama não permite que você veja a porta e você não pode mover a cama, você pode colocar um espelho em frente à cama de tal forma que lhe permita ver facilmente a porta. Se você precisar ajustar o ângulo do espelho para mostrar a porta, use um espelho de pé voltado para a posição apropriada. 
A linha direta da porta 
O princípio da quinta Posição de Comandoe afirma que a cama não deve posicionar-se na linha direta do caminho da porta. Se sua cama se localiza na linha direta da porta, o chi da porta é executado diretamente e muito poderosamente até o meio da cama. Este fator pode criar doenças ao longo da linha média do corpo. Quanto mais distante você dormir da porta e quanto mais você vê o quarto, enquanto estiver na cama, mais você pode se sentir no controle de seu ambiente e, portanto, de sua vida. Ver a porta do seu quarto simboliza que você sabe o que está trazendo a vida e sentir-se-á preparado para lidar com o que vier. Você estará no comando, e os resultados se manifestarão positivamente em muitas áreas de sua vida. Ao seguir os princípios da Posição de Comando, você pode escolher entre três alternativas para a colocação boa cama. (Ver Figura 1). A escolha das posições 1-b e 1-c são ambas excelentes, basta ter certeza, se possível, para deixar espaço suficiente no lado mais próximo à parede para o seu parceiro (ou você mesmo) para ir para a cama. A posição 1-a (a cama em ângulo no canto) é a escolha mais forte de todas, ela ganha o apoio de duas paredes em vez de uma parede. Se você escolher essa posição, então sua cama caracterizará uma cabeceira sólida. Certifique-se que os cantos da cama devem tocar com firmeza nas paredes. Você pode reforçar esta posição da cama, colocando uma planta e uma luz por trás da cabeceira da cama. (Uma planta real ou uma planta artificial funciona para esta cura, e a luz deve estar em boas condições de funcionamento, mas não precisa estar ligada o tempo todo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Ações: Investimento ou jogo de azar?

Daniel Kahneman em seu livro "Thinking, Fast and Slow" faz uma apreciação sobre o mercado de ações, função de estudos realizados junto a empresas de Wall Street e tendo como base sua formação em psicologia e estudos realizados anos atrás com cadetes militares, concluindo sobre como as ilusões cognitivas nos fazem cegos diante da razão. Vejam alguns trechos do livro.
Em 1984, meu colaborador Amos Tversky e eu, e nosso amigo Richard Thaler, agora um guru da economia comportamental e co-autor da teoria do "deslocamento", visitamos uma empresa de Wall Street. Nosso anfitrião, um gerente de investimentos sênior, havia nos convidado a discutir o papel dos preconceitos que polarizam as razões de investir. Eu sabia tão pouco sobre o finanças que eu nem sabia o que perguntar a ele, mas eu lembro de uma parte da conversa. "Quando você vende uma ação," eu perguntei, "quem compra isso?" Ele respondeu como que vagueando na direção da janela, indicando que ele esperava que o comprador fosse alguém muito parecido com ele. Isso foi estranho: o que faz uma pessoa comprar e outra vender? A maioria dos compradores e vendedores sabem que têm a mesma informação; eles trocam as ações principalmente porque eles têm opiniões diferentes. Os compradores acham que o preço é muito baixo e provavelmente tendem a aumentar, enquanto os vendedores acham que o preço é alto e provavelmente irão cair. O enigma está em que tanto compradores como vendedores acreditam que o preço atual está errado. O que os faz acreditar que eles sabem mais sobre qual deve ser o preço justo, do que o mercado? Para a maioria deles, essa crença é uma ilusão.
A maioria das pessoas no negócio de investimento leu o maravilhoso livro de Burton Malkiel "A Random Walk Down Wall Street". A Idéia central para Malkiel é que o preço de uma ação incorpora todo o conhecimento disponível sobre o valor da empresa e as melhores previsões sobre o futuro das ações. Se algumas pessoas acreditam que o preço de uma ação vai ser maior amanhã, eles vão comprar mais dela, hoje.
Isto, por sua vez, fará com que seu preço venha a subir. Se todos os ativos em um mercado estão corretamente precificados, ninguém pode pensar que esteja comprando para ganhar ou para perder com a negociação. Preços perfeitos não deixam espaço para a inteligência, mas também protegem os tolos de sua própria loucura. Agora sabemos, no entanto, que a teoria não é muito justa. Muitos investidores individuais perdem consistentemente em cada negociação. A primeira demonstração desta conclusão surpreendente foi coletado por Terry Odean, professor de finanças da Universidade da Califórnia Berkeley, que já foi meu aluno.
Odean começou estudando os registros de comercialização de 10 mil contas de corretagem de investidores individuais abrangendo um período de sete anos. Ele foi capaz de analisar cada transação dos investidores executadas através daquela corretora, quase 163 mil transações. Este rico conjunto de dados permitiu Odean identificar todos os casos em que um investidor vendeu algumas de suas participações em uma ação e logo depois comprou uma outra ação. Por essas ações o investidor revelou que ele (a maior parte dos investidores eram homens) tinha uma idéia definida sobre o futuro das duas ações: ele esperava que a ação que ele escolheu para comprar tivesse desempenho, no futuro, melhor do que aquela que ele escolheu para vender.
Para determinar se essas ideias foram bem fundamentadas, Odean comparou os retornos das duas ações ao longo de um ano após a transação. Os resultados foram inequivocamente ruins. Em média, as ações que os investidores individuais venderam tiveram desempenho melhor do que aquelas que compraram, por uma margem muito significativa: 3,2 pontos percentuais por ano, acima e além dos custos significativos de executar as duas operações.
É importante lembrar que esta é uma conclusão sobre médias: algumas pessoas fizeram muito melhor, outros fizeram muito pior. No entanto, é claro que para a grande maioria dos investidores individuais, tomar uma ducha e não fazer nada teria sido uma melhor política do que implementar as ideias que vieram à sua mente. Pesquisas posteriores feitas por Odean e seu colega Brad Barber apoiaram esta conclusão. Em um estudo intitulado "Negociação é perigoso para a sua riqueza", eles mostraram que, em média, os negociadores mais ativos obtiveram os piores resultados, enquanto os investidores que negociaram menos tiveram os maiores retornos. Em outro artigo, intitulado "Boys Will Be Boys", que mostrou que os homens agem com suas ideias inúteis significativamente mais frequentemente do que mulheres, e que, com as mulheres o resultado alcançadotem tido melhores resultados do que os investimentos feitos pelos homens.
Claro, há sempre alguém do outro lado de cada transação; em geral, são instituições financeiras e investidores profissionais, prontos para tirar vantagem dos erros que os investidores individuais fazem na escolha de uma ação para vender ou para comprar ações. Mais pesquisas por Barber e Odean lançaram luz sobre estes erros. Investidores individuais, sempre pensam em travar os seus ganhos com a venda de "ações vencedores", ações que se valorizaram desde que foram compradas, e se lamentam de suas perdas. Infelizmente para eles, os vencedores recentes tendem a fazer melhor do que perdedores recentes no curto prazo, por isso os indivíduos vendem as ações erradas. Eles também compram as ações erradas.
Alguns garimpadores de ações têm a habilidade, se alguma, necessária para ganhar do mercado consistentemente, ano após ano. Investidores profissionais, incluindo gestores de fundos, falham em um teste básico de habilidade: realização persistente. O diagnóstico para a existência de qualquer habilidade é a consistência das diferenças individuais na conquista. A lógica é simples: se as diferenças individuais em qualquer ano são devidas inteiramente à sorte, o ranking de investidores e fundos irá variar de forma irregular e a correlação de ano para ano, será zero. Onde há habilidade, no entanto, o ranking será mais estável. A persistência das diferenças individuais é a medida pela qual nós confirmamos a existência de habilidade entre os vendedores de automóveis, ortodontistas ou golfistas.
Os fundos mútuos são executados por profissionais altamente experientes e dedicados que compram e vendem ações para conseguir os melhores resultados possíveis para seus clientes. No entanto, a evidência de mais de 50 anos de pesquisa é conclusiva: para a grande maioria dos gestores de fundos, a seleção de açõesmais parece como rolar os dados no jogo de poquer. Normalmente, pelo menos, dois em cada três fundos mútuos apresentam desempenho inferior ao mercado em um determinado ano.
Mais importante, a correlação de ano para ano entre os resultados dos fundos de investimento é muito pequena, pouco superior a zero. Os fundos de sucesso em um determinado ano são em sua maioria de sorte, pois eles parecem terfeito um bom rolar de dados. Existe um consenso geral entre os pesquisadores que quase todos os garimpadores de ações, quer o saibam ou não - e alguns deles sabem - estão participando de um jogo de azar.
A experiência subjetiva dos investidores é que eles estão se utilizando de palpites sensatos em uma situação de grande incerteza. Em mercados altamente eficientes, no entanto, palpites não são mais precisos do que suposições cegas.
Alguns anos atrás eu tive uma oportunidade incomum para examinar a ilusão da habilidade financeira de perto. Eu tinha sido convidado para falar a um grupo de conselheiros de investimento em uma empresa que prestou assessoria financeira e outros serviços para clientes muito ricos. Solicitei alguns dados para preparar a minha apresentação e me foi concedido um pequeno tesouro: uma planilha resumindo os resultados de investimento de cerca de 25 assessores anônimos da riqueza, para cada um dos oito anos consecutivos. A pontuação de cada conselheiro para cada ano era o seu determinante (a maioria deles eram homens) principal de seu bônus de fim de ano. Era uma questão simples de classificar os conselheiros por seus desempenhos em cada ano e para determinar se havia diferenças persistentes na habilidade entre eles e se os conselheiros tinham consistentemente alcançado melhores retornos para os seus clientes ano após ano.
Para responder à pergunta, eu estabeleci coeficientes de correlação entre os rankings de cada par de anos: ano 1 com ano 2; ano 1 com ano 3, e assim sucessivamente até ano 7 com ano 8. Isto apresentou 28 coeficientes de correlação, uma para cada par de anos. Eu sabia a teoria e estava preparado para encontrar evidências fracas de persistência de habilidade. Ainda assim, fiquei surpreso ao descobrir que a média das 28 correlações foi de 0,01. Em outras palavras, zero. As correlações consistentes que indicam as diferenças na habilidade não puderam ser encontrados. Os resultados foram parecidos com o que você esperaria de um concurso de dados de jogar, não um jogo de habilidade.
Ninguém na corretora parecia estar ciente da natureza do jogo que seus garimpadores de ações estavam jogando. Os conselheiros se sentiam como se fossem profissionais competentes fazendo um trabalho sério, e seus superiores concordavam. Na noite antes do seminário, Richard Thaler e eu jantamos com alguns dos principais executivos da corretora, as pessoas que decidem sobre o tamanho do bônus.
Pedimos a eles que apontassem a correlação de ano para ano no ranking de assessores individuais. Eles pensavam que sabiam o que estava vindo e sorriram dizendo "não muito alta" ou "desempenho certamente flutuante". Rapidamente se tornou claro, contudo, que ninguém esperava que a correlação média fosse próxima de zero.
Nossa mensagem para os executivos foi a de que, pelo menos quando se tratava de montagem de carteiras de ações, a empresa teve muita sorte, entendendo como se fosse habilidade. Esta deveria ter sido uma notícia chocante para eles, mas não foi. Não havia nenhum sinal que desacreditaram-nos. Como eles puderam reagirem assim? Afinal, tínhamos analisado os seus próprios resultados, e eles eram sofisticados o suficiente para ver as implicações, que educadamente se abstiveram de soletrar. Fomos todos calmamente com o nosso jantar, e eu não tinho dúvida de que ambas as nossas descobertas e as suas implicações foram rapidamente varrida para debaixo do tapete e que a vida na corretora continuaria como antes. A ilusão de habilidade não é apenas uma aberração individual, mas está profundamente enraizada em sua cultura. Fatos que desafiam tais pressupostos básicos - e, assim, ameaçar a subsistência das pessoas e auto-estima - não são simplesmente absorvidos. A mente não consegue digeri-las. Isto é particularmente verdadeiro em estudos estatísticos de desempenho, que fornecem a base da taxa de informação que as pessoas geralmente ignoram, quando se choca com suas impressões pessoais da prática.
Na manhã seguinte, relatamos os resultados para os conselheiros, e sua resposta foi igualmente agradável. Sua própria experiência de exercer julgamento cuidadoso sobre problemas complexos era muito mais atraente para eles do que um fato obscuro estatístico. Depois da apresentação um dos executivos com quem eu tinha jantado na noite anterior me levou ao aeroporto. Ele me disse, com um traço de defesa: "Eu tenho feito muito bem para a empresa e ninguém pode tirar isso de mim." Eu sorri e não disse nada. Mas eu pensei: "Bem, eu o levei para longe de você esta manhã. Se o seu sucesso deveu-se principalmente ao acaso, quanto crédito você terá direito a levar para o acaso?"
As ilusões cognitivas podem ser mais teimosas do que as ilusões visuais. Quando eu e meus colegas no exército aprendemos que nossos testes de avaliação da liderança tinha baixa validade, aceitamos esse fato intelectualmente, mas não teve impacto em ambos os nossos sentimentos ou em nossas ações subseqüentes. A resposta que encontramos na empresa financeira foi ainda mais extrema. Estou convencido de que a mensagem de que Thaler e eu entregamos a ambos os executivos e os gestores de carteira foi imediatamente repudiada para um canto escuro da memória onde não possa causar dano algum.
Por que os investidores, tanto amadores quanto profissionais, teimosamente acreditam que podem fazer melhor do que o mercado, ao contrário de uma teoria econômica que a maioria deles aceita, e ao contrário do que eles poderiam aprender a partir de uma avaliação desapaixonada da sua experiência pessoal? A causa psicológica mais potente da ilusão é, certamente, que as pessoas que escolhem ações estão exercendo competências de alto nível. Eles consultam dados e previsões económicas, eles examinam demonstrações de resultados e balanços, eles avaliam a qualidade da gestão de topo, e eles avaliam a concorrência. Tudo isso é trabalho sério que exige treinamento extensivo. Infelizmente, a habilidade em avaliar as perspectivas comerciais de uma empresa não é suficiente para negociação de ações bem sucedidas, onde a questão chave é se a informação sobre a empresa já está incorporada no preço de suas ações. Negociadores de ações, aparentemente, não têm a habilidade para responder a esta pergunta crucial, mas eles parecem ser ignorantes de sua ignorância. Como eu tinha descobertoa partir da observação de cadetes no campo de obstáculos,aconfiança subjetiva dos negociadores de ações é um sentimento, não um julgamento.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Segredos na nota de 50 reais

Acompanhe e fique sabendo como identificar se a cédula é verdadeira, ou falsa.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Fé - Nunca devemos desistir

Este cachorrinho nasceu na Véspera de Natal no ano de 2002.Nasceu apenas com as duas patas traseiras. Como está claro, não conseguia andar, e até a sua própria mãe o rejeitou.
Seu primeiro dono também pensou que ele jamais conseguiria andar, e considerou "pô-lo a dormir".... Nessa altura, a sua atual dona, Jude Stringfellow, conheceu-o e pediu para ficar com ele. Determinada, foi ela quem ensinou e treinou este pequeno cão a andar por si só.
Chamou-lhe 'Faith', ou Fé. 
De princípio, ela colocou-o numa prancha de skate, para que sentisse o movimento...usou depois manteiga de amendoim para atrai-lo, e como recompensa para que ele se levantasse e saltasse, apenas nas duas pernas. Ao fim de apenas 6 meses, o "Fé" começou a aprender a equilibrar-se nas pernas traseiras, e a saltar para a frente, movendo-se assim. Depois de mais treinos na neve, ele pode  "caminhar" como um ser humano.
Faith adora movimentar-se por todo o lado agora... Onde quer que  ele vá, atrai sobre si todas as atenções.  Tornou-se famoso na cena Internacional, e já apareceu em programas de Televisão e em Jornais. Está para ser publicado um livro sobre ele entitulado "Com um pouco de Fé". 
Considerou-se ainda incluí-lo num dos filmes de Harry Potter.  
Sua dona, Jude Stringfellew , deixou o trabalho como Professora, e planeja levá-lo numa volta ao mundo, pora mostrar que mesmo sem um corpo perfeito, se pode ter uma alma perfeita.
Na Vida, existem sempre coisas que não desejamos, porém, basta olhar a vida noutra perspectiva para que nos sintamos melhor.
Espero que esta mensagem traga para as pessoas, novas maneiras de pensar e que possam sentir e agradecer cada novo dia como uma benção.
O "Faith" é a demonstração contínua do valor e maravilha que é a Vida.













Compreendendo melhor como viver a Terceira Idade

Nesta semana, por força e necessidades burocráticas estive no 1º cartório de Campinas.
A princípio um pouco contrariado, afinal como médico e pesquisador poderia estar cuidando de assuntos que me atraem mais.
Enquanto esperava "os papéis caminharem" aproveitei para dar um abraço no meu amigo Dito Campanhone.
Aconteceu de Dito e eu engatarmos uma conversa com Miguel Macho Gabes, um jovem senhor de 78 anos, ex-inspetor de construção civil - atual filantropo militante da Loja Inconfidência.
Na nossa agradável conversa, o Sr. Miguel Galbes me passou uma visão de como se comportar bem perante a vida no período da terceira idade, tendo ele um espírito sábio e menino aos setenta e oito anos, achei que seria uma boa idéia passar esses conselhos adiante.
Aí vocês tem as reflexões do Sr. Galbes: "Ninguém, por ser muito velho, deve considerar-se um " inútil" e aos anos vividos não concedam o direito de mostrar-se desanimado e desagradável. Para os velhos que, como os jovens, costumam enganar-se com muita freqüência, ofereço, humildemente, estes dez conselhos".

1º Conselho do Sr. Galbes: Não renuncie às tuas ocupações muito cedo

A maior parte dos "Anciões" cruzam os braços quando ainda possuem energia suficiente para a luta, sem compreender que a atividade é "Vida".
O verdadeiro elixir da juventude eterna é o dinamismo, que não permite que envelheçam os que executam um trabalho, com habilidade e prazer.
Muitos velhos chegam a converter-se numa praga entre os seus porque, não tendo ocupação e interesses próprios, acabam se metendo nos assuntos dos outros.
Com essa intromissão impertinente e oficiosa, procuram fugir da falta do que fazer.

2º Conselho: Não mores com teus filhos

Tenhas teu próprio Lar, mesmo que seja somente um "quartinho".
Ali poderás fazer o que quiseres e gozar de "Liberdade e Independência", ao invés de ser obrigado a andar na ponta dos pés para evitar atritos desagradáveis com "noras", "genros", "netos", "teus filhos" e tantos outros "parentes".
Os pais que renunciam ao seu Lar para aceitar o do filho não apreciam a sua felicidade nem a dele.

3º Conselho: Mantenhas o governo de tua bolsa

Ajuda a teus filhos financeiramente, na medida de tuas posses, mas reserva-te sempre uma parte do teu dinheiro.
Não cometas o erro de ceder a teus filhos todos os teus bens em troca da promessa de que cuidarão de ti.
Um bom filho não permitirá isso e um filho ambicioso é mais temível do que um inimigo.
Não esqueças que na velhice, o melhor amigo é um dinheiro bem guardado.
4º Conselho: Cuida de tuas amizades velhas e não desdenhe as novas

Os amigos nos oferecem um bom meio de alegrar a solidão.
Cultiva a arte da amizade como uma planta rara, com os melhores cuidados.
Mostra-te atento às pessoas que conheces e procures não esquecer as datas importantes de suas vidas.
Anote numa pequena agenda sentimental.
Alegra-te com suas alegrias, acompanha-os nas suas tristezas e nunca precisarás queixar-te de estar demasiadamente só.
5º Conselho: Cuida da tua aparência e trata de mostrar-te sempre o mais atraente possível

Muitos velhos pensam que a idade lhes concede o privilégio de vestirem-se de qualquer maneira e até de descuidarem-se dos preceitos elementares de higiene.
Esquecem-se dos alfaiates, modistas, cabeleireiros, barbeiros.
Exibem caspa na gola do paletó e manchas de gordura na camisa revelam o cardápio da semana.
Alguns chegam mesmo a desprezarem o uso de água e sabão.
6º Conselho:Se teus parentes moram distantes, restam-te os vizinhos

Um bom vizinho é um tesouro e como tal devemos descobri-lo e cuidá-lo.
Se queres que teu vizinho se preocupe contigo amanhã e, se caíres doente, possa levar-te o clássico "copo d'água",
preocupa-te com ele hoje e demonstra-lhe que podes ser útil de várias pequenas maneiras.
Teu gesto amigo poderá ser retribuído no momento que mais necessitares.
7º Conselho: Não tentes dirigir, sob qualquer pretexto, a vida de teus filhos adultos

Eles são seres com cérebro, coração, vontade e com muitos anos para cometerem seus próprios erros e adquirirem experiência.
Lembra-te que o fato de que os pusestes no mundo não implica que eles sejam necessariamente iguais a ti.
Dá-te conta que eles possuem, gostos, inclinações, hábitos e inteligência própria e que os tempos mudaram. Muita coisa que na tua juventude era considerada sensata, hoje é encarado como ultrapassada e, em alguns casos, até mesmo estupidez.
Não dê palpites, reserva-te o direito de responderes quando perguntado e serás ouvido.
8º Conselho: Não te deixes dominar pelo vício mais comum da velhice que é a "Presunção"

Não és um sábio somente porque fizeste oitenta anos.
Podes teres vivido esse tempo sem acrescentares sabedoria ao teu viver e chegas ao fim da tua jornada tão estúpido como no início dela.
Se realmente cresceste, deixes que a Humildade seja tua marca mais forte.
9º Conselho: Não creias que tua idade avançada te concede o direito de mostrar-te desagradável

Evites o mais possível ser um desses velhos rabugentos, mau humorados, ásperos, cujas famílias não conhecem um minuto de paz.
Lembra-te que toda paciência tem limite e que não há nada de agradável em desejarem nossa morte.
Nem para eles nem para ti.
10º Conselho: Não sejas "PALIFICANTE"

Não conte a mesma história três, quatro, cinco vezes, se não queres que se afastem de ti.
Guarda tuas memórias e reminiscências e não as evoque a cada momento, esperes que a solicitem.
Aprendas a apreciar o silêncio e, enquanto puderes "LER", não tens necessidade de enfastiares os outros com tua conversa repetitiva.

Autor: Dr. Conceil Corrêa da Silva, Médico Psiquiatra, Escritor e Presidente da Associação Brasileira de Estudos das Inteligências Múltiplas e Emocional® (ABRAE)

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